Maracatu

Manifestação cultural do Maracatu é expressa através dos cortejos reais de coroamento dos reis negros em Recife, estado de Pernambuco do Nordeste brasileiro. O Maracatu reúne a música folclórica afro-brasileira, a dramatização da dança e a referência aos cultos religiosos e o movimento político de resistência dos negros escravos frente ao domínio português no período colonial escravocrata. O Maracatu, seja o Baque Solto (caboclos de lanca) ou o Baque Virado (Corte real), constitui-se por complexos arranjos políticos-culturais representando artisticamente a trajetória histórica afro-descendente. Os folguedos populares de Maracatu saem pelas ruas recifenses no carnaval ou nos meses que antecedem as festas, organizadas em Nações ou cordões de Maracatu, divididos geralmente pela origem religiosa ou geográfica, que caracteriza a formação de identidade de cada Nação.

Coco

Dança típica do litoral do Norte e Nordeste brasileiros, que surgiu dos cantos dos tiradores de coco. A dança tem influências dos bailados indígenas dos Tupis e também dos negros, nos batuques africanos. Os participantes formam filas ou rodas onde executam o sapateado característico, respondem o coco, trocam umbigadas entre si e com os pares vizinhos e batem palmas marcando o ritmo. É comum também a presença do mestre “cantadô” que puxa os cantos.
A dança tem uma relação direta com a música através do uso de “tamancos” que encompassam o ritmo que tem seus estilos de Coco de Praia (litoral) e embolada que vem também das manifestações recreativas dos trabalhores das plantações de cana de açúcar na área de Nazaré da Mata. Essas nuances repercutem nos instrumentos usados em cada estilo.

Jongo

Manifestação cultural essencialmente rural diretamente associada à cultura africana no Brasil e tem como uma de suas origens o tradicional jogo de adivinhas angolano, denominado Jinongonongo. Uma característica essencial da linguagem do Jongo é a utilização de símbolos, linguagem cifrada e ricas metáforas. O fogo, recebe destaque, com o qual os tambores são afinados, consagrados e considerados como ancestrais da comunidade. A dança em círculos com um casal ao centro remete à fertilidade.

Cacuriá

Dança típica do estado do Maranhão, Nordeste do Brasil, surgiu nas festividades do Divino Espírito Santo, uma das tradições juninas brasileiras. A dança é feita em pares com formação em círculo, o “cordão”, acompanhada por instrumentos de percussão chamados caixas do Divino. No final da Festa do Divino Espírito Santo, após a chamada derrubada do mastro, as caixeiras do Carimbó podem descansar. É neste momento que elas passam à porção profana da festa, com o Cacuriá.